quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Aula do dia 1o. de dezembro
















Já estamos em dezembro e na reta final do nosso projeto "Corpo+Cidade". Depois de estudarmos as linhas que formam a arquitetura e espaços do CEU e seu redor nas últimas aulas, dedicamos calmamente toda uma tarde para a construção de uma cidade no jardim do CEU. As crianças estavam livres pelo espaço de construção e trabalharam em grupo com muita facilidade. Estávamos a céu aberto, sobre a grama e o ambiente harmonioso trouxe até um cachorro amigo para nos acompanhar.

Os educadores forneceram grandes caixas com materiais diversos: ripas de compensado de madeira, papelão, embalagens, argila, tinta, papel. Tudo a disposição para a criação. As crianças criavam e discutiam instantanea e coletivamente o que fazia parte da cidade, ou do que uma cidade precisava.

Foi bonito observar por onde passava a percepção delas: fundamentalmente uma cidade além de pessoas, casas, praças e árvores e serviços, precisa ter vias de acesso para dentro e fora dela. Muitas vias, pontes, rodoviária e aeroporto foram construídos e formaram a base da cidade. Acredito que as crianças chegaram num ponto muito importante da concepção do que deva ser uma cidade: um lugar que acolhe e mantém quando estamos dentro mas que, mais do que permite, instiga-nos a ir além dela, pede-nos para voar.

Hoje temos certeza que nossas crianças estão voando muito bem com a imaginação e com a inteligência e esperamos que eles possam construir realmente essa cidade que eles sabem ser necessária. Por enquanto, aqui no Jardim Paulistano, com dificuldade eles encontram ônibus que os façam chegar ao centro da cidade, as praças e aos museus e centros culturais. Por enquanto um passeio até o parque da Água Branca ainda é "uma viagem" como um deles me contou certa vez.





sábado, 28 de novembro de 2009

Aula do dia 24 de novembro de 2009
















Infelizmente devido à reforma no "Bec" que se estende por tempo indeterminado e por isso nos impede de usarmos nossa sala de aula, por causa da poeira intensa, utilizamos para esta aula, uma sala cedida na EMEF.
Neste dia, tivemos que compartilhar a sala com mais outra turma de professores e seus alunos.
Com tantas variantes, nossa aula, de certa forma, foi prejudicada.
Com a limitação de espaço e logística, eu e a Prof. Renata decidimos por realizarmos uma aula que se adequasse a isso.
Entregamos aos alunos retalhos de tecido algodão cru e pedimos a eles que executassem imagens e palavras que traduzissem o processo, que agora está em seu final, das aulas vivenciadas até o momento.
Em duas fases, eles desenharam e escreveram com giz pastel sobre o tecido, o que mais havia achado de interessante nas aulas; em um outro momento e, portanto, em outro retalho de tecido, o que não haviam gostado e se poderiam sugerir algo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Aula do dia 17/11

Hoje nos voltamos novamente à sensibilização do olhar para as formas - dos corpos e da paisagem. Iniciamos (como temos realizado no último mês) com a chamada e uma breve conversa sobre o que havíamos feito na última aula e contextualizando as novas descobertas dentro de todo o processo. Este momento tem sido muito importante para as crianças terem consciência de cada passo dentro de um projeto maior, de que cada aula é parte de um todo e nos traz conhecimentos específicos sobre o fazer poético, seja a dança ou as artes visuais. No caso desta turma a forma, a cor, o ritmo e o espaço tem sido os conteúdos norteadores na construção da percepção e do conhecimento em artes por meio do projeto "Corpo+Cidade".

Todo o encontro se desenrolou fora da sala. Começamos com nossa preparação corporal: quase que ritualisticamente temos "acordado" nossos ossos com percussões pelo corpo e nossas partes moles - músculos e tendões com massagens e movimentos de extensão, recolhimento e torções. Hoje a preparação envolveu também jogos de cópia onde o movimento proposto por cada um deveria partir de uma determinada parte do corpo: cotovelo, joelho, cabeça, etc.












Antes do lanche realizamos as primeiras propostas de criação: estávamos fazendo aula num grande corredor. As crianças tinham como objetivo observar as linhas que formavam o espaço daquele corredor, as curvas e as retas. Em seguida deveriam completar ou criar sobre elas linhas com o prórpio corpo. No geral elas encontraram mais as retas, mas o corpo deu conta de criar as curvas sobre o espaço.

Após esta primeira percepção sobre o espaço as crianças voltaram para uma roda onde aquecemos nossos olhos. Com as mãos bem quentes pousadas sobre os olhos durante alguns segundos percebíamos o que podíamos enxergar de olhos fechados. E então ao abrir os olhos escolhiam um recorte da paisagem que poderia inclusive ser recortado com as mãos para ajudar os olhos. Este recorte de paisagem foi então fotografado. As fotos ficaram todas muito interessantes e revelam a percepção das crianças sobre a arquitetura daquele lugar.











Num segundo momento, após o lanche, fomos para a sala do redondo no CEU onde realizamos a mesma proposta mas desta vez com o desenho. Enquanto a maioria desenhava em sala (a própria sala e a paisagem que dela poderia se ver através das janelas) pequenos grupos de crianças foram fotografar a paisagem que se vê do CEU com o Fabio. A fotos ficaram novamente muito boas. Veja o que nós vemos do nosso CEU.








sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Aula do dia 10 de novembro de 2009

A aula de hoje foi dedicada à retomada de alguns conceitos já trabalhados anteriormente.
Os alunos dançaram, ao som do caxixi e do tambor, as linhas retas e curvas; os movimentos com as partes moles e duras do corpo, ocupando assim, toda a área da sala. Fez-se um jogo também cujo objetivo era propiciar a observação das danças do outro. Dividiu-se o grupo em dois e cada grupo realizaria uma proposta em dança enquanto a outra observava; finda esta dança o grupo observador teria a oportunidade de reproduzir em seus corpos os aspectos das danças que mais lhe parecerem interessantes. Após a rodada as crianças falavam sobre suas escolhas de movimentos.

Após vários movimentos cheios de energia, a atividade de construção das maquetes, iniciadas no dia 03 foi retomada. Os alunos nesse momento, terminaram de colorir os elementos e os colaram na base de papelão (chão e céu), formando assim, as várias paisagens em diferentes planos, como pode-se ver nas fotos.
























segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Aula do dia 03 de novembro de 2009
















Dando prosseguimento à incursão na exploração corpo/espaço, esta aula teve como foco de trabalho a paisagem. Tratamos das diferenciações de planos, bem como, a localização dos elementos dentro de uma paisagem nas relações de perspectiva.
Foi salientado aos alunos, a importância do aguçamento do olhar em relação ao espaço visível.
Após uma pequena explanação do que vinha a ser uma paisagem, descemos com todos os alunos para a área externa, onde, cada qual, foi orientado a escolher uma posição fixa e dela observar o que via a sua frente: o céu (limpidamente azul), as montanhas, as ávores, as casas, as contruções do próprio CEU etc. A partir desse momento, os alunos foram levados a observar quais elementos dessa paisagem encontravam-se mais próximos e quais mais distantes deles e como cada elemento encontrava-se posicionado um em relação ao outro em termos de distância.
Em seguida, foi fornecido a eles prancheta mais lápis grafite e papel sulfite. Após, cada qual iniciou seu desenho de observação de sua paisagem.
Finda esta etapa, retornamos à sala de aula onde foi fornecido a eles giz pastel oleoso para que colorissem seus desenhos de paisagem.
Na etapa seguinte, a sala foi dividida em três grupos. Para cada grupo, foi pedido que executasse uma maquete contendo o céu, uma montanha, uma casa e uma árvore.
Estas maquetes foram iniciadas a partir de uma base de papelão, sendo que uma parte desse material quando dobrado (em 90°) em uma das extremidades, conteria o céu, o retante, ou seja, a base, seria o chão. Os elementos restantes, foram feitos com o recorte de sucatas (caixas de papel cartão). Esses mesmos elementos foram depois de desenhados e recortados, pintados com giz pastel oleoso.

domingo, 1 de novembro de 2009

Aula do dia 27 de outubro de 2009













Hoje nosso percurso de investigação partiu dos pontos e linhas. Para começar, desenhamos bastante. Propusemos um primeiro desenho onde cada um tinha seu folha de papel (sulfite) e, a partir, de pontos aleatórios, ligando-os com linhas retas ou cuvas, formavam desenhos. Depois, a arte-educadora Renata pingou com giz pastel oleoso numa única cartolina muitos pontos coloridos, os quais seriam a base para o jogo de desenho a seguir. Estávamos em roda e o papel passava por cada criança que poderia ligar a lápis dois pontos com uma linha. Em aproximadamente três rodadas, conseguimos finalizar um desenho coletivo.
Por fim, em duplas, e em uma nova atividade que se seguiu a esta, os alunos pingavam os pontinhos em uma folha de sulfite e passavam a ligar esses pontos que, ao final, formaria um desenho que foi colorido pela dupla, também com a utilização do giz pastel.
Num segundo momento, os participantes dançaram e lembraram onde estariam os pontos e linhas em seus corpos e no espaço. Eles dançaram com todas as suas articulações e cada pausa da música (tambor) uma articulação, que seria a união das linhas (ossos), deveria "cair" encostar no chão da sala. Os lugares onde as articulações tocavam o chão , eram marcados por um pequeno pedaço de fita crepe (um ponto). Todas essa marcações seriam usadas em uma próxima dança.
Após muito dançarem ao som do tambor e, consequentemente, muitos pontos no chão surgirem, foi pedido a cada participante que escolhesse uma cor que seria usada para unir esses pontos.
Havia três cores a escolher, vermelho , azul ou amarelo e em cada bandeja de tinta, três pincéis em tamanhos variados. Dessa forma, surgiu ao final , um grande desenho sobre o chão de nossa sala, com cores e linhas variadas.
Obs.: Ao final da aula, além da apreciação do resultado da pintura sobre o chão, os arte-educadores Renata e Fábio, salientaram que aquele processo de pintura por sair dos padrões "normais", fora algo pensado e estudado com antecedência por eles juntamente com o pessoal da limpeza, e que normalmente devemos manter a sala com o asseio necessário para que outros possam também se utilizar do mesmo espaço posteriormente.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Aula do dia 20 de outubro*



Hoje continuamos nossa exploração espacial. Na semana passada também exploramos o chão mas desta vez nosso chão era um tapete de papel gigante! Estamos passando da exploração do nosso corpo para o espaço e então queremos reconhecer que paisagens este corpo constrói e habita.



A s crianças foram convidadas para habitar este grande tapete. Primeiro começamos rolando neste chão, sentindo todas as qualidades dele. Como é o nosso chão? É duro, mole? Frio, quente? Liso, áspero? Tem buracos ou é bem equilibrado? Tudo isso fomos percebendo nesta primeira entrada dançada no tapete. Começamos entrando um a um e aos poucos o número de crianças a ocupar o tapete foi aumentando, até chegar a 5 crianças dançando juntas.


Num segundo momento, as crianças que observavam as danças de fora do tapete puderam experimentar alguns instrumentos musicais para produzir a música para quem dançava. Em seguida eles identificaram um nível espacial a cada som: o triângulo tocava para danças realizadas no alto, o caxixi para danças realizadas no nível médio e o reco-reco para danças no baixo. Eles adoraram a idéia de quem toca interagir com quem dança e vice-versa! Não queriam mais parar de tocar e dançar no tapete! Mas ainda restava-nos algo: que espaço era esse que eu dançava? Esse chão duro ou macio, de onde era? Feito do quê? De grama, areia, cimento ou terra? O que havia preenchendo este espaço além de nossos corpos? Animais, plantas, carros, casas? Cada criança imaginou sua paisagem para este espaço e fotografou na memória.


Quando voltamos do lanche partimos para a fase final: Vamos desenhar a nossa imagem imaginada fotografada na memória? Cada um fez o seu desenho num papel branquinho e pequeno, somente a lápis.





Eles queriam cores mas as cores só entrariam mais tarde. Antes iria acontecer uma grande mágica: cada um iria transformar sua paisagem desenhada num grande desenho sobre o tapete. Os desenhos começaram a ser feitos um a um sem lápis mas com fita crepe, um traço mais grosso para um desenho maior.







No final desta grande composição eles puderam pintar com giz pastel os desenhos de todos e nosso tapete virou um grande painel. Uma Beleza!





* Esta aula foi inspirada no trabalho realizado pelo quarteto da EMIA exposto no Seminário promovido pelas Secretarias da educação e cultura de São Paulo em agosto deste ano.


















segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Aula do dia 13 de outubro de 2009
















Esta aula em especial, fixou-se nas questões dos movimentos e traçados retilíneos e curvos.
Houve uma fusão interessante entre o gestual/corporal da dança e das plásticas.
Inicialmente, os alunos foram levados a se expressar corporalmente pela sala, ao som de instrumentos musicais. Havia neste momento, a alternancia do uso do caxixi (o caxixi é instrumento idiofone do tipo chocalho, de origem africana) e do agogô (o agogô ou gã é um instrumento musical formado por um único ou múltiplos sinos originado da música tradicional yorubá da África Ocidental) sob um fundo de tambor.
O primeiro instrumento regia os participantes a movimentos corporais em linhas e sentidos curvos. O segundo, por sua vez, instruía-os a movimentos pela sala em linhas/movimentos retos.
A efusiva dança, deu origem após o intervalo para o lanche, ao momento de expressão plástica. Foi utilizado para este momento giz pastel oleoso sobre papel craft.
Em uma grande área feita desse papel, cada participante por vez, desenvolvia linhas retas e curvas, de acordo com os mesmos instrumentos e suas significações que fora usados anteriormente durante a dança; repete-se portanto, a percepção musical desses instrumentos, mas, agora, com um resultado plástico impresso no suporte.
Ao final, após todos terem experimentado a "dança plástica", que resultou em um grande desenho/pintura em cores e movimentos múltiplos, os alunos foram convidados a interferirem no trabalho; para isto, aproveitaram-se das linhas já existentes para a execução de novos desenhos.